Estou chegando
Hoje eu acordei faminto
Olhei a dispensa
cheia
Nada ali me fartaria
Não era o estômago que carecia
Não era estomacal
a carência alimentar
Não era o estômago
que doía
em carência alimentar;
era a saudade
Na dispensa
cheia de hipermercado
nada apetecia
Necessitava urgente
do teu olhar
da tua voz
da textura da tua pela nua
para temperar os meus lábios
e o entrelaço de nossas línguas
Faltava-me a tua voz
aos berros e sussurros
En-canto
E aquelas pitadas do teu mau humor
matizando a vida.
E longe vinha-me um poema de Solan Trindade:
“se tem gente com fome
dá de comer”
Da-me de comer
sem cerimônia
sem mesa posta
pois a alma faminta
dispensa pormenores
DIRETO!
As palavras doces
aos olhos aprisionados
aos corpos em sofreguidão
que não se tocam
se embolam
atabalhoadamente
Com ânsia
com pressa
com gana
Hoje eu acordei faminto
Hiperbolicamente faminto
desatinado
E,
tenho o endereço certo
tenho o nome e sobrenome
de onde quero ir
Publicado originalmente em 18 de julho de 2014
Hoje eu acordei faminto
Olhei a dispensa
cheia
Nada ali me fartaria
Não era o estômago que carecia
Não era estomacal
a carência alimentar
Não era o estômago
que doía
em carência alimentar;
era a saudade
Na dispensa
cheia de hipermercado
nada apetecia
Necessitava urgente
do teu olhar
da tua voz
da textura da tua pela nua
para temperar os meus lábios
e o entrelaço de nossas línguas
Faltava-me a tua voz
aos berros e sussurros
En-canto
E aquelas pitadas do teu mau humor
matizando a vida.
E longe vinha-me um poema de Solan Trindade:
“se tem gente com fome
dá de comer”
Da-me de comer
sem cerimônia
sem mesa posta
pois a alma faminta
dispensa pormenores
DIRETO!
As palavras doces
aos olhos aprisionados
aos corpos em sofreguidão
que não se tocam
se embolam
atabalhoadamente
Com ânsia
com pressa
com gana
Hoje eu acordei faminto
Hiperbolicamente faminto
desatinado
E,
tenho o endereço certo
tenho o nome e sobrenome
de onde quero ir
Publicado originalmente em 18 de julho de 2014
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