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Mostrando postagens de abril, 2025

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado

Despedida

O ciclo da vida não é um ciclo é o caminhar para o fim, para o nada.  Então, o que já foi tudo, jaz nada. As vezes parece menos que nada.  Só a dor teima em dizer que algo ainda existe quando tudo é um ponto sem referência, desencontros e os encontros são choques fragmentos, fracos momentos frágeis sentimentos a nos maltratar. Já não sabemos o que fazer com tanto dor. só produzir dor  e mais dor Se já não sei de mim Também não sei de ti E não sabes de mim ou não queres saber Também não sei o que fazer como fazer mesmo que tente não é suficiente. Nada será suficiente.  Só o silencio o mais profundo silêncio. Não se mexer. Não falar Pensar?!!! Nem baixo caberia Nada cabe, tudo é demais. tudo é infinitesimal qual será a senha de acesso ao melhor de nós de um novo tempo de compartilhamento de ternura de amor de carinho  que bloqueará tanta amargura.

Tempestade

Meu irmão pediu um texto para o quadro que ele pintou. Fique muito feliz com o seu trabalho. Então, atendi a solictação dele. Uma primeira experiência texto/imagem desta página.Uma parceria Paulo Santos e Josias Santos Quisera que fosse amor A face invisível do amor Na minha fronte acariciando Não é Sinto um mar de espinhos Na travessia do tempo presente Mar que não o vejo ao chegar Invisível que se aproxima Como um cavalo de Tróia ao revés Me envolve me invade quando sinto estou tomado por dentro Quisera que fosse o amor Pondo fogo em minh’alma Em corrente frenética de felicidade E o ar que me falta Fosse a resposta amistosa De um encontro É tempo de dores Profundas Medos abissais Preocupações absurdas É tempo de provações Resistências sem fim Orações

Errei

Errei Paulo Santos Fevereiro 2025 Erro! Em ser o que sou Quando sinto o aperto de tanta gente que discorda de mim Quisera ser o sonho de toda ela Não a existência que resiste em mim Sendo eu Não me querem pela metade. Querem o suco do bem que lhes oferto E nada mais. Assim voltarei ao pó Sendo pó Antes mesmo de ser pó Assim como o amor A gente não ama por ser amado A gente ama por competência De ser amor Espontaneamente Sem planos Por ser  Amor Por ser amante E isto não basta Pois os desejos dos outros são menores  Tenho mim uma fonte inesgotável em transbordamento do que sou capaz de oferecer Amor em estado líquido nas minhas lágrimas. Amor sólido nos abraços, beijos, nos contatos físicos intensos E na eterealidade imaterial de meus olhares: perdidos profundos

Você não é tudo pra mim

Você não é tudo pra mim mas,  se quiseres pode mais mais amizade mas escuta mais amor Mais que tudo recebendo o meu amor que sempre te dou Pois em mim transborda pra ti Não sejas tudo pra mim sejas pra ti Só me dê teus excessos aquilo que não te cabe que não te custa oferecer que não te faças falta teu amor desmedido teu fogo interno intenso que precisa queimar em mim para que você se sinta feliz recompensada Seja tudo no pouco que se dispuser entregar de ti pra mim tudo que preciso é que tudo que me ofereças que venha inteiro criptografado em meu nome indecifrável aos demais Dê mais demais tudo que demasiadamente possuis Estarei a receber de bom grado sendo amor que recebe amor que oferta amor amorosamente