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Despedida

O ciclo da vida não é um ciclo
é o caminhar para o fim,
para o nada. 
Então, o que já foi tudo,
jaz nada.

As vezes parece menos que nada. 
Só a dor teima em dizer que algo ainda existe
quando tudo é um ponto sem referência,
desencontros
e os encontros são choques
fragmentos,
fracos momentos
frágeis sentimentos
a nos maltratar.

Já não sabemos o que fazer com tanto dor.
só produzir dor 
e mais dor

Se já não sei de mim
Também não sei de ti
E não sabes de mim
ou não queres saber

Também não sei o que fazer
como fazer
mesmo que tente
não é suficiente.
Nada será suficiente. 

Só o silencio
o mais profundo silêncio.

Não se mexer.
Não falar
Pensar?!!! Nem baixo caberia
Nada cabe, tudo é demais.
tudo é infinitesimal

qual será a senha de acesso
ao melhor de nós
de um novo tempo de compartilhamento
de ternura
de amor
de carinho 
que bloqueará tanta amargura.

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Kaô Kabecilê

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Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado