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Tempestade

Meu irmão pediu um texto para o quadro que ele pintou. Fique muito feliz com o seu trabalho. Então, atendi a solictação dele. Uma primeira experiência texto/imagem desta página.Uma parceria Paulo Santos e Josias Santos



Quisera que fosse amor
A face invisível do amor
Na minha fronte acariciando
Não é

Sinto um mar de espinhos
Na travessia do tempo presente

Mar que não o vejo
ao chegar
Invisível que se aproxima
Como um cavalo de Tróia ao revés
Me envolve
me invade

quando sinto
estou tomado
por dentro

Quisera que fosse o amor
Pondo fogo
em minh’alma
Em corrente frenética de felicidade
E o ar que me falta
Fosse a resposta amistosa
De um encontro

É tempo de dores
Profundas
Medos abissais
Preocupações absurdas
É tempo de provações
Resistências sem fim
Orações

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Poemas de trincheira

Esta página de poesia existe no Facebook. Republicarei poemas e os novos. Ficarão  acessíveis para um público mais amplo. Espero que gostem. Paulo Santos

Kaô Kabecilê

Leve Leve Depois que tudo que me incomoda Ter sido posto na fogueira Leve Não me sinto vazio Sim, completamente envaziado De todas as dores Minha anfitriã disse-me: ponha na fogueira de Xangô. Eu pus Meu pus Meus odores quase fétidos. Que exalavam intensos. Cessaram Não me asfixiam  Não doem. Não corroem Só sinto o esvazio Daquilo que me excedia. Como é bom sentir-me assim Quase completo Quase certo Em paz. Como é bom ter paz.

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado