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Trajetória

Trajetória

Quem somos nós?

O resultado
dos sonhos
ou
dos erros de cálculos
    das atitudes imaturas
        dos beijos ardentes
            das vontades alheias
                da seleção natural
                    da seleção social
da segregação racial?

Ou os frutos teimosas das diáspora negra.
Quem seremos nós?
O projetos de nossos pais
a falta de projeto de nosso país
A vontade embrionária em nossas entranhas

Somos a escalada dos abismos
em cujos degraus de sangue
suor
risos e lagrimas
ficaram muitos de nós.


Publicado originalmente em 23 de junho de 2014.

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Poemas de trincheira

Esta página de poesia existe no Facebook. Republicarei poemas e os novos. Ficarão  acessíveis para um público mais amplo. Espero que gostem. Paulo Santos

Kaô Kabecilê

Leve Leve Depois que tudo que me incomoda Ter sido posto na fogueira Leve Não me sinto vazio Sim, completamente envaziado De todas as dores Minha anfitriã disse-me: ponha na fogueira de Xangô. Eu pus Meu pus Meus odores quase fétidos. Que exalavam intensos. Cessaram Não me asfixiam  Não doem. Não corroem Só sinto o esvazio Daquilo que me excedia. Como é bom sentir-me assim Quase completo Quase certo Em paz. Como é bom ter paz.

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado