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Turbilhão

Turbilhão

Sem pausa
Sem pauta
Cheio

Viver sem intervalos
Num compasso quatro por quatro
Preenchido
de vibrações

Paleta de cores
Insanas
Continuas

Vuvuzelas enlouquecidas
De um fôlego
In-cessante
In-continente

Que me falem
da loucura
do meu  olhar
fixo na mulher
que só hoje vi.
que já a vi
que só hoje
a vi assim:
dentro de mim

Ela está aqui
E eu sei mais dela
que ela de si

Sensações
Que transbordam
desaguam
em mim
compassos de valsa
se transtornam
e gritam
em solo blues
gritam
agitam
todo meu ser

Sem pausa
Sem pauta
Cheio

Viver sem intervalos
Num compasso quatro por quatro
Preenchido
de vibrações

Paleta de cores
Insanas
Continuas

Vuvuzelas enlouquecidas
De um fôlego
In-cessante
In-continente

Que me falem
da loucura
do meu  olhar
fixo na mulher
que só hoje vi.
que já a vi
que só hoje
a vi assim:
dentro de mim

Ela está aqui
E eu sei mais dela
que ela de si

Sensações
Que transbordam
desaguam
em mim
compassos de valsa
se transtornam
e gritam
em solo blues
gritam
agitam
todo meu ser



Publicado originalmente em  agosto 2014

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Poemas de trincheira

Esta página de poesia existe no Facebook. Republicarei poemas e os novos. Ficarão  acessíveis para um público mais amplo. Espero que gostem. Paulo Santos

Kaô Kabecilê

Leve Leve Depois que tudo que me incomoda Ter sido posto na fogueira Leve Não me sinto vazio Sim, completamente envaziado De todas as dores Minha anfitriã disse-me: ponha na fogueira de Xangô. Eu pus Meu pus Meus odores quase fétidos. Que exalavam intensos. Cessaram Não me asfixiam  Não doem. Não corroem Só sinto o esvazio Daquilo que me excedia. Como é bom sentir-me assim Quase completo Quase certo Em paz. Como é bom ter paz.

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado