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Vai

Vai!

Vai amor
Vai
Buscar quem te deseja
Pois o meu coração
não sentiu
teu amor
Pois não foi amado

Vai amor
Para o outro lado
da rua
da cidade
do mundo

Vai sem mim
Vai nua
e deixa - me
esquecer-te de vez

Vai vai!

Vai vem?
Não!

Perdestes o trem
Perdeste  o bem
O vai vem
de nossas noites em sofreguidão

O vai-vem
Se foi
Agora
Vai vai vai vai vai!
Pra nunca mais.


Publicado originalmente em dezembro 2014

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Poemas de trincheira

Esta página de poesia existe no Facebook. Republicarei poemas e os novos. Ficarão  acessíveis para um público mais amplo. Espero que gostem. Paulo Santos

Kaô Kabecilê

Leve Leve Depois que tudo que me incomoda Ter sido posto na fogueira Leve Não me sinto vazio Sim, completamente envaziado De todas as dores Minha anfitriã disse-me: ponha na fogueira de Xangô. Eu pus Meu pus Meus odores quase fétidos. Que exalavam intensos. Cessaram Não me asfixiam  Não doem. Não corroem Só sinto o esvazio Daquilo que me excedia. Como é bom sentir-me assim Quase completo Quase certo Em paz. Como é bom ter paz.

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado