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Meu lugar

Guarda-me dentro de ti

Que estarei feliz

No aconchego úmido

Da tua intimidade.


Sendo mais amor

Após termos nos amado

Com muito amor

Com todo o amor

Desde a espinha dorsal

à borda dos lábios

Por toda nossa genitália

Às vezes ebulição 

Às vezes fusão


Guarda-me dentro de ti

Que estarei feliz

No aconchego úmido

Da tua intimidade.


Com muito amor

com todo o amor

Das impossibilidades épica de sobrevivência 

das tragédias Shakespearianas

Que termina ao começar

Regada a veneno

ou dilacerada por um punhal de prata 

Que retira os demônios e os pecados

Doces pecados 

por serem humanos em demasia

Interditados


Guarda-me dentro de ti

Que estarei feliz

No aconchego úmido

Da tua intimidade.


Só porque aí

 é onde eu quero estar.

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Poemas de trincheira

Esta página de poesia existe no Facebook. Republicarei poemas e os novos. Ficarão  acessíveis para um público mais amplo. Espero que gostem. Paulo Santos

Kaô Kabecilê

Leve Leve Depois que tudo que me incomoda Ter sido posto na fogueira Leve Não me sinto vazio Sim, completamente envaziado De todas as dores Minha anfitriã disse-me: ponha na fogueira de Xangô. Eu pus Meu pus Meus odores quase fétidos. Que exalavam intensos. Cessaram Não me asfixiam  Não doem. Não corroem Só sinto o esvazio Daquilo que me excedia. Como é bom sentir-me assim Quase completo Quase certo Em paz. Como é bom ter paz.

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado