Pular para o conteúdo principal

Minhas lutas me marcam

Não tenho brasão

Sou Silva Santos

Nome trazido pela  história

De um homem negro

Delimitado

Por uma pele negra 

E pela opressão

de homens brancos europeus 

Que se enriqueceram

E se tornaram donos:

do tempo presente,

no controle da politica,

do capital


E eu

me submetendo

ao trabalho.

que não me dá dignidade,

de toda a minha energia subtraída 

Nas horas de pouco descanso

Vendida todos os dias


Não há futuro neste presente

Só há um presente tortuoso

Pois a realidade nega,

minha humanidade


Visível é

que não há dor na humanidade

Quando balas perdidas,

nos matam.

Quando enchentes

Pandemias e falta de saneamento.

Também.


Eu resisto.



Junto com os meus

Sendo Ubuntu

com meus iguais

Com outros iguais

sendo diversos,

sendo iguais

Por mais que nossos aprendizados

colonizados

Nos levem ao contrário

Do nossos movimentos e descobertas


Afirmo em mim, no reflexo,

de ti meu irmão e companheiro

Que estamos juntos

E, assim

Vamos

Construindo

Aquilo

Que merecemos.

No nosso tempo

Nas nossas lutas.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Poemas de trincheira

Esta página de poesia existe no Facebook. Republicarei poemas e os novos. Ficarão  acessíveis para um público mais amplo. Espero que gostem. Paulo Santos

Kaô Kabecilê

Leve Leve Depois que tudo que me incomoda Ter sido posto na fogueira Leve Não me sinto vazio Sim, completamente envaziado De todas as dores Minha anfitriã disse-me: ponha na fogueira de Xangô. Eu pus Meu pus Meus odores quase fétidos. Que exalavam intensos. Cessaram Não me asfixiam  Não doem. Não corroem Só sinto o esvazio Daquilo que me excedia. Como é bom sentir-me assim Quase completo Quase certo Em paz. Como é bom ter paz.

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado