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Parodiando Drummond com plantas e flores

No meio do caminho tinham plantas, 
Que plantei
e deram flores
Sobre pedras e terras
Do meio do caminho

Plantei para suavizar tropeços
e dar conforto para os olhos
Nas trajetórias duras
dos que transitam
em busca dos seus destinos
Mal traçados
incertos
por definir

No meio do caminho
em intersecções de trajetórias,
Estão as plantas e as flores
que suavemente
oferecem
Cores e aromas
aos sentidos nomades.


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Poemas de trincheira

Esta página de poesia existe no Facebook. Republicarei poemas e os novos. Ficarão  acessíveis para um público mais amplo. Espero que gostem. Paulo Santos

Kaô Kabecilê

Leve Leve Depois que tudo que me incomoda Ter sido posto na fogueira Leve Não me sinto vazio Sim, completamente envaziado De todas as dores Minha anfitriã disse-me: ponha na fogueira de Xangô. Eu pus Meu pus Meus odores quase fétidos. Que exalavam intensos. Cessaram Não me asfixiam  Não doem. Não corroem Só sinto o esvazio Daquilo que me excedia. Como é bom sentir-me assim Quase completo Quase certo Em paz. Como é bom ter paz.

Abismo

No limite das fronteiras e trincheiras                    limito-me à simplicidade Escolho a quem amar ainda          que                não                      seja                            amado